
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi abordado por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) na segunda (13), em Orlando, nos Estados Unidos. Após apresentar seus documentos durante a abordagem na rua, ele acabou detido pelas autoridades americanas.
Segundo a Polícia Federal, a prisão ocorreu por questões migratórias. Ramagem estava fora do Brasil desde que deixou o país após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Ele saiu do território brasileiro de forma clandestina antes do fim do julgamento, de acordo com a Polícia Federal. A fuga ocorreu por meio da fronteira de Roraima com a Guiana, de onde seguiu para os Estados Unidos.
O nome do ex-deputado foi incluído na lista de difusão da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A medida permitiu a possibilidade de prisão em território estrangeiro.

O Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição em janeiro de 2026. A documentação foi enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos Estados Unidos no fim de 2025.
Enquanto esteve no exterior, ele sofreu sanções, incluindo o cancelamento do passaporte diplomático pela Câmara dos Deputados e o bloqueio dos vencimentos parlamentares por decisão do STF.
Ramagem recebeu ajuda do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, a esposa e o filho dele para ficar nos Estados Unidos. Segundo investigação da PF, a família viabilizou sua estadia em um condomínio de luxo no país e ajudou o ex-deputado a conseguir documentos falsos.