
Quatro carros pretos deixaram a casa de Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, na noite de segunda-feira (26), e despistaram as equipes de reportagem ao se dividir nas proximidades da Ponte JK. A movimentação ocorreu antes das informações sobre a fuga do senador para os Estados Unidos. Os jornalistas não conseguiram confirmar se ele estava em algum dos veículos. As informações são do Metrópoles.
O comboio saiu por volta das 19h40 do Residencial Ouro Branco, no Lago Sul. Os carros eram conhecidos por serem utilizados por pessoas ligadas ao parlamentar. No veículo que liderava o grupo, os repórteres observaram que o banco traseiro estava vazio.
Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, foi vista em um dos carros que vinham na sequência. Flávio Bolsonaro, porém, não foi identificado entre os ocupantes. O relato da movimentação, portanto, não comprova que o parlamentar tenha deixado a residência naquele comboio.
Uma das equipes de reportagem passou a acompanhar os veículos. Na altura da Ponte JK, parte do grupo seguiu pela região da ponte, enquanto os demais carros tomaram outro caminho. A divisão dificultou que os jornalistas mantivessem o acompanhamento de todos os veículos.

Naquela manhã, Flávio Bolsonaro havia sido intimado a entregar os passaportes à Polícia Federal em 24 horas e estava proibido de sair do país por ordem de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi determinada na investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz.
A hipótese de uma passagem pela Argentina foi publicada pelo Infobae, mas encontrou contestação das autoridades locais. O governo argentino afirmou que não havia registro de entrada do senador nem plano de voo que incluísse a família. Um avião associado à suposta rota teve a decolagem impedida em Puerto Iguazú, segundo o canal TN. Esses relatos não estabelecem o percurso efetivamente utilizado por Flávio Bolsonaro.
Na terça-feira (27), um aliado afirmou que Flávio Bolsonaro havia chegado aos Estados Unidos. O governo Donald Trump também confirmou que emitirá vistos para o senador e seus familiares. A confirmação dos vistos não equivale à concessão de asilo político.