“Contaminações de Covid na delegação do Brasil acendem alerta mundial”, dizem jornais europeus

Covid na delegaçao brasileira provoca alerta mundial
Jornal espanhol aponta alerta mundial após passagem pela de Eduardo Bolsonaro, contaminado com Covid-19

A preocupação mundial com a passagem da delegação de Bolsonaro pela ONU (Organização Mundial da Saúde) aumentou depois dos resultados positivos para o coronavírus de membros da delegação de Jair Bolsonaro, observam jornais europeus nesta sexta-feira.

“Filho de Bolsonaro dá positivo para Covid e acende alerta mundial”, diz reportagem do jornal espanhol El Mundo.

“O filho do mandatário se soma a um diplomata e ao ministro da Saúde, que participou de eventos com diversas autoridades, como o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, e a ex-presidenta chilena Michelle Bachelet, hoje alta comissária da ONU para os Direitos Humanos”, explica.

“Em Nova Iorque, o positivo de Queiroga, que permanece em quarentena na cidade, acendeu alertas da comunidade internacional”, relata.

Na reportagem “Brasil alvo de críticas na cimeira da ONU”, o jornal português Sol observa uma preocupação mais profunda em relação ao papel do Brasil.

“Entre a desinformação e casos positivos de covid-19, a comitiva brasileira na primeira cimeira das ONU presencial desde o início da pandemia está a ser condenada”, afirma a publicação assinada por Hugo Geada.

“Perante os avisos do secretário-geral da ONU, António Guterres, em Nova Iorque, durante a primeira cimeira das Nações Unidas em pessoa desde o início da pandemia, da «doença contagiosa» que é a desconfiança gerada pela desinformação que geram desconfiança na população, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, presente no evento, distorceu dados sobre a pandemia e a corrupção”, afirma.

“Para além de partilhar esta desinformação, a delegação brasileira, composta por cerca de 50 pessoas, ainda gerou um mal-estar na cimeira depois de terem sido registados pelo menos dois casos positivos de covid-19 entre esta comitiva e Bolsonaro ter admitido não se ter vacinado”, relata.

“O comportamento da delegação brasileira gerou críticas por parte da comunidade internacional que receiam contrair o vírus. ‘Precisamos de enviar uma mensagem a todos os líderes mundiais, principalmente a Bolsonaro, do Brasil, que se quiser vir para cá, precisa de estar vacinado’, declarou publicamente o Presidente de Nova Iorque, Bill de Blasio, na segunda-feira”, observa.