Convocação de Carlos Bolsonaro pela CPI da Covid é cobrada

 

Carluxo passa muito tempo no celular – Foto: DIDA SAMPAIO/ESTAD¿O CONTE¿DO

Da RBA:

A convocação do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro para depor na CPI da Covid está sendo reivindicada por parlamentares e ativistas. Em depoimento, o ex-presidente da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, disse à Comissão que Carlos estava em uma das reuniões com integrantes do governo. E que participaram ainda o ex-secretário de Comunicação Social, Fabio Wajngarten, e o assessor para assuntos internacionais Filipe Martins.

Martins é o assessor de Bolsonaro que, em audiência no Senado em março, fez gestos iguais ao de supremacistas brancos de extrema-direita, que invadiram o Capitólio após a derrota de Donald Trump para Joe Biden.

“Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, participando de reunião com a Pfizer para negociar vacinas, ou seria para sabotar a compra de vacinas? O ‘vereador federal’, Carluxo, que junto com o papai sempre negou o vírus, precisa dar muitas explicações à CPI da Covid”, defendeu o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR).

Carlos Bolsonaro e Felipe Martins

“Vidas em jogo, cifras bilionárias, e quem negocia, um secretário de comunicação, um supremacista e um vereador. Carluxo e Felipe Martins precisam ser convocados imediatamente pela CPI. Nem a republiqueta mais insignificante tem tamanho absurdo”, criticou o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP).

“O que um vereador do Rio de Janeiro estava fazendo na reunião da Pfizer em Brasília? Carlos Bolsonaro precisa ser chamado para a CPI da Covid!”, disse o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ).

“Carluxo e Filipe Martins estiveram presentes na reunião com a Pfizer. O que um vereador do Rio e um supremacistas faziam nessa reunião? Eles precisam ser convocados pela CPI  da Covid”, defendeu a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ).

Conselho paralelo

A presença do filho do presidente Jair Bolsonaro em uma reunião para discutir a compra de vacinas contra a covid-19 causou indignação. A especulação quanto à existência de um conselho paralelo no Planalto foi confirmada no depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o primeiro a ser ouvido pelos senadores.

O sucessor de Mandetta, Nelson Teich, também confirmou que pessoas de fora do Ministério da Saúde estriam assessorando o presidente em suas políticas para o enfrentamento da pandemia, que já causou mais de 428 mil mortes no Brasil. Há suspeitas de que Carluxo faça parte desse conselho.

“CEO da Pfizer revela que filho do presidente, Carlos Bolsonaro, vulgo Carluxo, e Felipe Garcia Martins, assessor internacional participaram da reunião para discutir compra de vacina. Olha o nível do assessoramento paralelo a Bolsonaro. Não tinha como ser pior”, comentou a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann, do Paraná