
Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirma que o grupo pretende evitar confronto com outros candidatos de oposição no primeiro turno, mirando uma aliança contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo. Com informações da Folha de S.Paulo.
“Não haverá antagonismo de nossa parte. Temos um adversário comum, o PT de Lula. O que nos une é o sentimento de que é necessário libertar o Brasil”, disse Marinho. Para ele, a direita tem “pluralidade de nomes”, enquanto a esquerda teria apenas a candidatura do atual presidente. “Do lado de lá só existe ele [Lula], há dificuldade de surgirem alternativas, existe um centralismo democrático”, afirmou.
Na semana passada, a hipótese de uma terceira via ganhou força com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, somando-se a Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Outros nomes citados no campo da direita são Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão).
Marinho diz que Flávio “consolidou sua candidatura junto à população” e que “o ceticismo inicial está sendo substituído por uma maturidade eleitoral”. Segundo ele, após essa etapa, a meta é montar a equipe e divulgar propostas em “pílulas”, por áreas. “Vamos olhar para a eleição de 2022 como um laboratório do que aconteceu. Vamos potencializar os acertos e não repetir os erros”, disse, defendendo explorar um perfil de Flávio “mais político e mais leve” do que o pai.

O coordenador aponta três eixos para a campanha: responsabilidade fiscal, combate à corrupção e segurança pública. “O Brasil paga um preço muito alto pela maneira como o PT tem descuidado da dívida pública. Com isso temos o maior juro real do mundo”, afirmou. Ele também citou a gestão de Jair Bolsonaro, dizendo que houve pandemia, desastre de Brumadinho e crise energética com a invasão da Ucrânia e a alta do petróleo, mas que, “mesmo assim, reduzimos impostos e modernizamos o Estado”.
No tema da corrupção, Marinho defende associar o que chama de “aposentão” — o escândalo dos benefícios do INSS — a casos anteriores como mensalão e petrolão. “Esse governo tem o DNA do PT, com corrupção endêmica e aparelhamento da máquina pública”, disse. Já na segurança pública, afirmou: “Lula tem cumplicidade com o crime e demonstra isso quando afirma que o traficante é vítima do usuário e quando olha mais para o criminoso do que para a sociedade”.