
A Fifa anunciou que a Copa do Mundo de 2026 registrou uma demanda histórica por ingressos, com algo entre 6 e 7 milhões de entradas comercializadas. No entanto, ainda existem grandes lotes de bilhetes disponíveis no mercado secundário para todas as partidas da competição.
Segundo a coluna de Rodrigo Mattos no UOL, há mais de 3,5 mil ingressos à venda apenas para os três jogos da Seleção Brasileira na fase de grupos. A partida contra o Marrocos, considerada a mais procurada entre elas, ainda conta com centenas de entradas disponíveis, mesmo com preços elevados.
Bilhetes para as 104 partidas do Mundial continuam sendo anunciados em plataformas de revenda, incluindo a estreia dos Estados Unidos e até a final da competição. Para a decisão do torneio, há milhares de ingressos disponíveis, com valores próximos de US$ 10 mil por entrada.
Uma das causas é o aumento dos preços em comparação com a Copa do Catar. Os valores iniciais cobrados pela Fifa ficaram entre duas e quatro vezes maiores. O modelo de preços dinâmicos adotado na revenda também elevou os custos para os torcedores.

A política migratória dos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, é outro motivo que causou a baixa demanda por ingressos. Torcedores de algumas nações enfrentam dificuldades para obter autorização de entrada, o que impacta a ocupação dos estádios e a utilização das cotas de ingressos destinadas às federações nacionais.
Um exemplo envolve o Irã: a plataforma oficial da Fifa disponibilizou cerca de 10 mil ingressos para os três jogos da seleção iraniana pouco depois de surgirem relatos de que a carga reservada ao país foi revogada. A entidade não confirmou oficialmente a informação.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a política de preços da entidade e afirmou que a procura continua em níveis recordes. Segundo ele, a alta demanda demonstra que os valores foram definidos após análises de mercado e estão alinhados ao interesse do público pelo torneio.