Copa de 2026 começa hoje sob protestos, tensão política e recordes

Atualizado em 11 de junho de 2026 às 6:27
Copa de 2026
Trabalhador prepara o gramado do estádio Azteca, que receberá o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026. Foto: Hannah Mckay/Reuters

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) com recorde de seleções, sedes, jogos e dias de duração. Pela primeira vez, o torneio será disputado em três países: o Canadá, os Estados Unidos e o México. Além disso, a competição contará com 48 participantes, em vez dos 32 das edições anteriores.

A cerimônia de abertura será realizada no Estádio Azteca, na Cidade do México, antes do jogo inaugural entre México e África do Sul, às 16h, pelo horário de Brasília. O estádio, palco das finais de 1970 e 1986, se tornará o primeiro a receber três aberturas de Copa do Mundo.

A expansão do torneio elevou o número de partidas de 64 para 104 e aumentou a duração para 39 dias. A fase eliminatória também foi ampliada: os dois primeiros colocados de cada um dos 12 grupos e os oito melhores terceiros avançam para uma etapa anterior às oitavas de final.

O Mundial também estreia novas regras no futebol. O VAR poderá intervir em aplicação incorreta de segundo cartão amarelo e em marcações erradas de escanteio no lugar de tiro de meta. Medidas contra a cera estabelecem prazos para laterais, tiros de meta, substituições e retorno de jogadores atendidos pela equipe médica.

Copa do Mundo 2026
Foto: Divulgação/Adidas

A abertura ocorre em meio a tensões políticas. No México, grupos sociais, sindicais e de direitos humanos prometem protestar nos arredores do Estádio Azteca. A situação mais delicada envolve o Irã, que participa da Copa enquanto os Estados Unidos, um dos países-sede, estão em guerra com Teerã.

A seleção iraniana ficou hospedada e treinou em Tijuana, no México, e só poderá cruzar a fronteira para os Estados Unidos na véspera de cada partida. A Federação Iraniana de Futebol informou que teve vistos de dirigentes rejeitados e afirmou que seus jogadores estão orientados a abandonar o campo em caso de protestos políticos contra o país.

O Brasil estreia no sábado (13), às 19h, contra Marrocos, pelo Grupo C. A seleção comandada por Carlo Ancelotti ainda enfrenta Haiti, em 19 de junho, e Escócia, no dia 24. O time tenta encerrar um jejum de 24 anos desde o pentacampeonato de 2002.

A edição também deve marcar despedidas de nomes históricos, como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Luka Modrić, Manuel Neuer e Guillermo Ochoa. Ao mesmo tempo, jovens como Lamine Yamal, Désiré Doué, Endrick e Gilberto Mora chegam ao torneio como apostas de renovação.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!