Copa do Qatar mostra a sintonia da Fifa com corrupção, ditaduras e exploração. Por Luis Felipe Miguel

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Por Luis Felipe Miguel

Não gosto de futebol, mas me tornei fã incondicional do Tromso Idrettslag, da segunda divisão norueguesa.

O clube lidera uma campanha de boicote à Copa de 2022, em protesto contra as violações de direitos humanos no Qatar. Tem recebido adesões de jogadores e clubes da Noruega e de outros países europeus.

As obras da Copa têm sido feitas por trabalhadores estrangeiros em condições de escravidão – por exemplo, uma cláusula contratual diz que o empregado não pode abandonar o emprego a não ser que tenha o consentimento do patrão.

As condições de trabalho são tão bárbaras que, segundo estimativas, já causaram a morte de 6.500 trabalhadores.

Três coisas de que a FIFA sempre gostou são corrupção, regimes ditatoriais e superexploração da mão de obra. O mundo do futebol poderia mostrar que é maior do que ela.