Coronavírus: enquanto Bolsonaro abandona família, europeus e americanos são resgatados em aviões fretados

Pessoas se previnem contra o coronavírus em aeroporto de Hong Kong

A atitude de Jair Bolsonaro ao abandonar uma família de brasileiros com coronavírus nas Filipinas é reveladora de seu caráter e de sua visão mesquinha de mundo.

Bolsonaro alega não ser “oportuno” resgatar pai, mãe e uma menina de 10 anos.

“Não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas”, afirmou o sujeito.

Uma família apenas. É inacreditável.

O discurso canalha, anti-brasileiro, vai na contramão do protocolo nos países civilizados.

Dois aviões estão sendo enviados à China para evacuar cidadãos europeus de Wuhan, o epicentro do surto de coronavírus.

Um primeiro deve partir da França na quarta-feira de manhã e repatriará 250 pessoas.

Os custos de transporte serão co-financiados pela UE após um pedido de Macron.

As autoridades de saúde confirmaram que uma quarta pessoa foi diagnosticada com o vírus, uma idosa em Paris que está em estado grave.

O número de mortos pelo vírus já atingiu 132, segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, com mais de 4 500 infectados.

O país está entrando em um “estágio grave e complicado”, já que a capacidade de disseminação está “se fortalecendo”, relatou o ministro da Comissão de Saúde.

O consulado dos EUA em Wuhan ofereceu assentos nos vôos para americanos.

A aeronave contará equipe médica a bordo para tratá-los.

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