
A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, assassinada em Caldas Novas, havia denunciado o síndico do condomínio onde morava, Cleber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO). Nas representações, ela relatava que os dois estariam atrapalhando seu trabalho com locação por temporada e questionava a atuação do síndico sem registro profissional. Ela também acrescentou que ele realizava negociações sem registro profissional.
Segundo o Creci-GO, Cleber Rosa de Oliveira não possui inscrição no conselho. Em nota, a entidade informou que, em casos envolvendo pessoas não registradas, “instaura-se procedimento para apuração dos fatos e, após a conclusão, os autos são encaminhados à autoridade policial, por se tratar de contravenção penal”.
Em entrevista à TV Anhanguera, o coordenador jurídico do Creci, Fernando de Pádua Silva Leão Júnior, explicou que os problemas relatados por Daiane estavam ligados à locação por temporada, principal foco de sua atuação profissional. “De início, a reclamação era contra o pai, que era síndico do condomínio. Depois, se estendeu para o filho”, afirmou.

No caso de Maicon Douglas, a denúncia envolvia indícios de infração ético-disciplinar e foi encaminhada à Comissão de Ética e Fiscalização Profissional do Creci. A entidade destacou que sua atribuição se restringe a apurar condutas de profissionais regularmente inscritos, enquanto a investigação criminal cabe às autoridades de segurança pública.
Daiane foi encontrada morta no dia 17 de dezembro, após ficar mais de um mês desaparecida. O crime ocorreu no condomínio onde ela residia e administrava apartamentos da família. De acordo com a polícia, o histórico de conflitos entre a corretora e o síndico durava mais de um ano e incluía registros policiais e ações judiciais.
Cleber Rosa de Oliveira foi preso após confessar o assassinato. Segundo ele, o filho não participou do crime. Após a prisão, o síndico indicou à polícia o local onde havia deixado o corpo de Daiane, em uma área de mata a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas, já no município de Ipameri, às margens da GO-213.