
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSD), o deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas-SP) e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), aparecem tecnicamente empatados na disputa por duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026, segundo pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (31).
Considerando o consolidado dos dois votos que cada eleitor pode dar para o cargo, os três lideram o levantamento e indicam uma corrida aberta no maior colégio eleitoral do país, com nomes do campo governista e da direita bolsonarista concentrando as maiores intenções de voto.
Pelos números da pesquisa, Simone Tebet aparece numericamente à frente, com 22,6% das intenções de voto. Em seguida, surge Guilherme Derrite, com 22%. Marina Silva vem logo depois, com 19,6%, em situação de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
PESQUISA ATLAS/ESTADÃO
Senadores por SP
1⃣ No principal cenário, a disputa está altamente competitiva. Tebet (22,6%), Derrite (22%) e Marina (19,6%) aparecem próximos. Mello Araújo (14,8%) e Salles (11,1%) seguem competitivos, com número relevante de brancos/nulos e indecisos. pic.twitter.com/8mUgcogi4h
— AtlasIntel BR (@atlaspolitico) March 31, 2026
A entrada de Tebet na disputa por São Paulo ganhou força após sua filiação ao PSB, oficializada na última sexta-feira (27), e também depois da decisão de não concorrer pelo Mato Grosso do Sul, seu estado de origem. A aposta em São Paulo busca fortalecer o campo ligado ao governo Lula e aproveitar o desempenho que a ministra teve no estado na eleição presidencial de 2022.
Guilherme Derrite, por sua vez, é o único nome já confirmado da direita bolsonarista na corrida ao Senado e chega à disputa com maior projeção por causa de sua atuação na Secretaria de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas.
Já Marina Silva, embora ainda filiada à Rede, negocia uma possível ida ao PT para concorrer. O nome da ministra ainda não foi formalizado como pré-candidata, e, para entrar na disputa, ela precisa deixar o Ministério do Meio Ambiente até o dia 4 de abril, prazo de desincompatibilização definido pela legislação eleitoral.
Atrás dos três primeiros colocados aparece o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), com 14,8%. Nome apoiado por aliados de Jair Bolsonaro, ele disputa espaço com outros bolsonaristas que também tentam viabilizar candidatura ao Senado, entre eles Mário Frias, Pastor Marco Feliciano e Gil Diniz, todos do PL.

Outro nome lembrado é o de Ricardo Salles, hoje no Novo, que alcança 11,1%. Paulinho da Força (Solidariedade) registra 0,5%. No levantamento, brancos e nulos somam 6,7%, enquanto 2,8% disseram não saber em quem votar.
A pesquisa também testou um segundo cenário, com Mário Frias como candidato da direita e Fernando Haddad disputando o Senado em vez do governo estadual. Nesse quadro, Derrite aparece com 22,1%, Haddad tem 21,8% e Marina Silva marca 19,7%, configurando novo empate técnico entre os principais nomes. Ricardo Salles registra 12,8%, Mário Frias soma 12,3% e Paulinho da Força tem 0,6%.
O levantamento foi realizado entre 24 e 27 de março, com 2.254 eleitores de São Paulo, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01079/2026.