Covarde, Keir Starmer evita condenar ataque dos EUA à Venezuela

Atualizado em 4 de janeiro de 2026 às 8:31
Keir Starmer, primeiro-ministro britânico. Foto: Reuters

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tem sido pressionado por partidos de oposição a condenar a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, mas se recusou a fazê-lo até o momento.

Starmer vem sendo acusado de adotar uma postura submissa em relação ao governo de Donald Trump, com o objetivo de preservar a relação com Washington por motivos econômicos e de segurança.

Entrevistado neste domingo pelo programa Sunday with Laura Kuenssberg, da BBC, o líder do Partido Trabalhista foi questionado diretamente se pretendia condenar o ataque norte-americano a um país soberano. Ele respondeu que ainda não dispõe de todas as informações necessárias.

“Quero reunir todos os fatos relevantes e, neste momento, simplesmente não temos o quadro completo. A situação evolui rapidamente”, afirmou. Starmer reiterou que o Reino Unido não teve qualquer participação na operação militar conduzida pelos Estados Unidos.

O primeiro-ministro inglês disse ainda que pretende conversar com Trump e com outros aliados do Reino Unido antes de se pronunciar de forma mais detalhada. Segundo ele, sua trajetória política sempre foi marcada pela defesa do direito internacional, mas, diante do cenário atual, prefere não emitir uma condenação sem ter acesso a todos os dados disponíveis.