Covardia e coragem: Pazuello teve piripaque na CPI; Dilma encarou 48 senadores por 13 horas no impeachment

Dilma Rousseff faz sua defesa diante dos senadores durante sessão de julgamento do impeachment. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Hemingway cunhou a expressão graça sob pressão para definir coragem, que eu particularmente adoro.

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello é o oposto disso. Teve um piripaque e seu depoimento na CPI nesta quarta, dia 19, foi suspenso.

Em cinco horas, com alguns intervalos, Pazuello mentiu e suou sob o olhar atento de Flávio Bolsonaro.

O senador Otto Alencar, que o atendeu nos bastidores, diz que foi “síndrome vasovagal”. O general alega que o pé inchou.

É um pusilânime.

Em 29 de agosto de 2016, Dilma Rousseff encarou o Senado durante 13 horas.

O interrogatório terminou às 23h48 de uma segunda-feira.

Dilma respondeu a perguntas de 48 dos 81 senadores, além dos questionamentos da acusação e da defesa, defendeu seu governo, negou a acusação de que teria cometido crime de responsabilidade e chamou a coisa pelo que ela era: golpe.

Ah, sim: antes de ser interrogada, Dilma fez um discurso de 46 minutos.

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