CPI do genocídio: o pior diplomata tem tudo para enterrar de vez o pior governo do mundo

O pior diplomata do mundo

O depoimento de Ernesto Araújo logo mais na CPI da Covid tem todos os ingredientes para se transformar num marco do governo Bolsonaro: mais que o próprio presidente e seus filhos, Araújo é um xarope completo, para quem a pandemia é uma “conspiração globalista” e o vírus, “chinês”, portanto, anticristão e comunista.

Resumindo: o que o clã diz por zoeira e ignorância, o ex-chanceler seguidor de Olavo de Carvalho sustenta porque acredita.

Já chamou o vírus de “parasita do parasita”, ou “comunavírus”.

Usa uma versão empolada para defender a esculhambação de Bolsonaro contra medidas de isolamento:

“O controle social totalitário não é o remédio para nenhuma crise”, diz o idiota. “Não façamos da democracia e da liberdade mais uma vítima da Covid-19”.

Não bastasse, está magoado por ter sido abandonado pelo Planalto – e é aí que mora o perigo.

Ernesto não teve respaldo da Advocacia-Geral da União (AGU) às vésperas de seu depoimento. Seu único aliado, a quem recorreu para se preparar para a oitiva, além do próprio advogado, é o assessor para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, aquele que fez gesto supremacista no Senado.

O ex-chanceler já foi considerado o pior diplomata do mundo e conseguiu desmoralizar o Itamaraty.

Falta só um pouco para fazer o mesmo com o governo – lembrando que o país já contabiliza quase 450 mil mortes por covid em pouco mais de um ano, um dos índices mais altos do mundo.

A sessão de logo mais promete. Começa às 9h.