
A votação do relatório final da CPMI do INSS deve se estender pela madrugada desta sexta-feira (27), após a leitura do documento pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), concluída por volta das 19h30. O texto tem quase 4.000 páginas e foi apresentado após cerca de oito horas de leitura durante a sessão final da comissão. Com informações da CNN Brasil.
Os trabalhos começaram por volta das 9h44, marcando a última reunião da CPMI. Na quinta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal determinou a derrubada da liminar concedida pelo ministro André Mendonça, decisão que impediu a prorrogação dos trabalhos do colegiado.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a intenção é concluir a votação ainda durante a madrugada. “Minha vontade é de que a gente termine de hoje para amanhã, na madrugada se for necessário, a votação do relatório e entreguemos uma solução e o fim da CPMI para todo o país”, declarou.
HOJE O BRASIL SABERÁ QUEM É QUEM! pic.twitter.com/Ig1S5JZ121
— Carlos Viana (@carlosaviana) March 27, 2026
Ao todo, 32 parlamentares estão inscritos para participar da fase de discussão do relatório final, cada um com pelo menos dez minutos de fala. O tempo de debate pode ampliar a duração da sessão antes do início da votação.
Outro elemento que influencia o andamento da sessão é a apresentação de um relatório alternativo por parlamentares governistas. O documento tem extensão semelhante ao texto de Gaspar e propõe alterações, incluindo a retirada de pontos e a inclusão de novos nomes entre os investigados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a sessão, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para que ele retornasse ao Senado e participasse da votação. A suplente Margareth Buzetti (PP-MT) classificou a medida como uma “estratégia de um governo que tem medo”.