
O crescimento do PSD de Gilberto Kassab se tornou a maior ameaça à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados em 2027. A sigla de Kassab busca dobrar sua bancada de deputados federais e já se aproxima da quantidade de membros do Republicanos, o que coloca em risco a continuidade de Motta na presidência da Casa.
A disputa pela presidência da Câmara está sendo observada com atenção, principalmente por causa da divisão entre partidos de centro-direita, como o PP, União Brasil e PSD. A apuração é da Folha de S. Paulo.
No entanto, a disputa começa a se intensificar em 2027, com o foco no primeiro passo: a escolha para a vaga do Tribunal de Contas da União (TCU), que ocorre em fevereiro. Motta e Arthur Lira (PP-AL) já realizaram acordos para eleger o deputado Odair Cunha (PT-MG), mas o PSD está tentando desbancá-lo com a candidatura de Hugo Leal (RJ).
A movimentação para a definição do TCU deve ser apenas uma etapa inicial da disputa pelo comando da Câmara, que promete ser mais acirrada com a aproximação das eleições.

A aproximação de Motta com o governo Lula e com partidos de centro-direita tem sido crucial para garantir sua permanência no cargo, mas sua relação com Kassab e o PSD continua tensa, especialmente após as críticas do líder do PSD em conferências e disputas internas. No entanto, o atual presidente da Câmara mantém seu apoio a Lira e busca viabilizar sua candidatura ao Senado, o que minimiza o risco de Lira continuar competindo pela presidência da Câmara.
Apesar das tensões internas e externas, Motta é visto como favorito para a reeleição, especialmente após sua relação mais harmoniosa com líderes partidários. Se o segundo ano de seu mandato for bem-sucedido, ele terá grandes chances de reconquistar a presidência sem adversários significativos.
O sucesso de sua gestão interna e a reconstrução de sua imagem devem ser determinantes para sua sobrevivência política, com um olhar atento às movimentações do PSD e outros partidos.