
Quatro dias após o desaparecimento das crianças Ágata Isabelle (5), Allan Michael (4) e Wanderson Kauã (8) no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), as famílias enfrentam uma crescente angústia diante da falta de pistas sobre o paradeiro. A Polícia Civil ainda não encontrou nenhuma evidência que possa esclarecer o caso.
Os três desapareceram no domingo (4), por volta das 15h, e desde então uma força-tarefa tem atuado nas buscas, sem sucesso. O pai de Wanderson Kauã, José Wanderson Cardoso, acredita que o filho, que é autista e conhece bem a área de mata onde brincaria, não teria se perdido.
Para ele, a possibilidade de sequestro é mais plausível. “Se perder, meu menino não se perde nesse mato. Ele já é acostumado a rodar aqui comigo. Eu acho que foi um sequestro. A esperança é encontrar nossos filhos vivos”, afirmou.

José Emídio Reis, avô materno das crianças, também acredita que os netos foram levados e não se perderam. Para ele, a ausência de vestígios, como roupas ou calçados, sugere que as crianças não desapareceram sozinhas.
“Não tem rastro nenhum dessas crianças. Se tivessem se perdido, tinha que ter pelo menos uma ‘chinela’. Por isso acredito que eles foram ‘carregados’”, disse o avô. De acordo com a família, as crianças estavam brincando na área de mata próxima ao quilombo quando desapareceram.
As buscas começaram no mesmo dia do desaparecimento, com o Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar) da Polícia Militar, que percorreu a região, incluindo matas e lagos. No entanto, após três dias de esforços intensos, nada foi encontrado.
Na segunda (5), os familiares das crianças prestaram depoimento à Delegacia de Bacabal, mas, após isso, foram liberados. As buscas continuam com o apoio de cães farejadores, helicóptero do Centro Tático Aéreo e drone com sensor de calor, mas até o momento sem resultados.