“Crime contra o Brasil”: Gleisi acusa governo Bolsonaro de ter sido “parte do problema” contra PCC e CV

Atualizado em 31 de maio de 2026 às 8:48
Gleisi Hoffmann
Deputada Federal do Brasil – Foto: Reprodução

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), pré-candidata do PT ao Senado pelo Paraná, rebateu Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o senador acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de atuar para favorecer o PCC nos Estados Unidos. “Quem está atuando para favorecer o crime organizado é ele, Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Gleisi disse que, se Flávio Bolsonaro quisesse transformar o PCC e o Comando Vermelho em organizações terroristas, teria feito essa articulação durante o governo de Jair Bolsonaro. “Eles ficaram 4 anos e nunca articularam com os americanos para fazer isso. Por quê?”, questionou. Para a petista, a gestão bolsonarista não enfrentou de forma efetiva o crime organizado e foi “parte do problema”, ao liberar armas, enfraquecer o Estado e conviver politicamente com milícias

A parlamentar afirmou que a medida poderia trazer prejuízos econômicos ao Brasil. Segundo ela, integrantes da área econômica do governo Bolsonaro teriam evitado a iniciativa por seus impactos. “Porque com certeza o pessoal da economia dele disse: ‘Não faça, porque isso vai prejudicar o Brasil’”, declarou.

Gleisi também citou a operação contra a infiltração do PCC no setor financeiro. “O crime aqui se combate como nós estamos fazendo. Fizemos uma operação, a segunda, que já desbaratou o PCC na Faria Lima e com os empresários”, afirmou.

O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução

A deputada classificou a articulação de Flávio Bolsonaro como “proselitismo” e disse que a ofensiva tem finalidade eleitoral. “O que Flávio Bolsonaro está fazendo é um crime contra o Brasil para ganhar uma eleição”, disse.

Gleisi afirmou que o senador não terá sucesso na estratégia. “Só que ele não vai ganhar, porque não é assim que faz política e ele vai ser desmascarado logo logo”, declarou.

A pré-candidata defendeu soberania nacional e disse que Flávio Bolsonaro terá de responder pela articulação. “Nós temos que defender a nossa soberania nacional, ser firmes no combate ao crime e estamos. E ele vai ter que prestar contas desse ato que ele fez”, afirmou.