Criptomoedas, tecnologia e indústria militar: negócios da família Trump explodem durante mandato

Atualizado em 19 de abril de 2026 às 10:40
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

Os negócios da família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, registraram expansão significativa durante o atual mandato, com investimentos em diferentes setores e países. Segundo levantamento da Associated Press, a atuação empresarial liderada por Eric Trump e Donald Trump Jr. passou a incluir áreas como criptomoedas, tecnologia e indústria militar, enquanto acordos internacionais ampliaram o alcance da Trump Organization.

A expansão ocorre em um contexto distinto de gestões anteriores. Historicamente, presidentes americanos evitavam associações comerciais diretas durante o exercício do cargo. No entanto, o atual cenário apresenta crescimento acelerado dos negócios da família, com contratos e parcerias que, segundo especialistas, podem levantar dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse.

Entre os novos investimentos, estão participações em empresas que buscam contratos com o governo dos Estados Unidos e aliados estratégicos. Em um dos casos citados, os filhos do presidente adquiriram participação em uma companhia de drones armados que tenta negociar com o Pentágono e países do Golfo. Ao comentar críticas, Donald Trump Jr. afirmou: “Francamente, isso já cansou.”

Trump International Hotel, em Washington DC, em foto de 2021; empreendimento foi vendido no ano seguinte. Foto: AP Photo/Julio Cortez

Especialistas em ética pública apontam que a sobreposição entre decisões políticas e interesses privados pode gerar preocupações institucionais. O historiador Julian Zelizer declarou que “não acho que haja atualmente qualquer linha entre decisões políticas, cálculos políticos e o interesse da família Trump”, ao avaliar o cenário atual.

Os negócios também avançaram no setor de criptomoedas, com a venda de participações e tokens digitais que movimentaram bilhões de dólares. Parte dessas operações envolveu investidores estrangeiros e fundos ligados a governos, o que ampliou o debate sobre transparência e impacto nas decisões políticas, segundo a reportagem.

A Casa Branca e a Trump Organization negam irregularidades e afirmam que não há conflito de interesse. A porta-voz Anna Kelly declarou que “não há conflitos de interesse”, enquanto a empresa afirma atuar em conformidade com a legislação. Já o historiador Timothy Naftali avaliou que “quaisquer restrições que existiam no primeiro mandato parecem ter desaparecido completamente”.

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