
Cursos particulares de medicina que receberam avaliação insatisfatória no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicado pelo Ministério da Educação, chegam a cobrar até R$ 17 mil de mensalidade em 2026. Levantamento mostra que a maioria dessas graduações cobra valores acima de R$ 10 mil por mês. Com informações da Folha de S.Paulo.
Dados do exame indicam que, entre as instituições privadas mal avaliadas, quase todas praticam mensalidades superiores à mediana nacional de R$ 10.866, calculada para 2025. Apenas sete cursos ficaram abaixo desse valor. O Enamed mede o percentual de estudantes que atingem nível mínimo de proficiência na formação médica.
Nesta edição, 351 cursos de medicina foram avaliados em todo o país. Desses, 176 pertencem a instituições privadas. Cerca de 30% ficaram nas faixas consideradas insatisfatórias, com notas 1 e 2, o que aciona mecanismos de supervisão e punição por parte do MEC.
Segundo balanço divulgado pelo Inep, 99 cursos sofrerão sanções. As medidas incluem suspensão do Fies, bloqueio para abertura de novas vagas e redução no número de ingressantes. Cursos com nota 1 terão suspensão total de entrada de novos alunos.

Apesar das notas baixas, algumas instituições mantêm valores elevados ao longo de todo o curso. Há graduações que começam com mensalidades em torno de R$ 11 mil e chegam a ultrapassar R$ 17 mil nos semestres finais, conforme dados levantados junto às próprias faculdades.
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que as medidas adotadas após o Enamed buscam corrigir falhas na formação médica. Segundo o MEC, as punições permanecem válidas até a próxima edição do exame, prevista para outubro de 2026.