Damares é detonada após artista denunciar exploração sexual na Ilha de Marajó; entenda

Atualizado em 22 de fevereiro de 2024 às 15:04
A cantora gospel Aymeê e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Foto: Reprodução

A ex-ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro e atualmente senadora Damares Alves (Republicanos-DF) está sendo detonada nas redes após o esquema de exploração sexual de crianças na Ilha de Marajó (PA) voltar a gerar repercussão nas redes sociais. O tema voltou a ser destaque após a cantora Aymeê, cantora e compositora gospel, viralizar em um reality show.

A artista cantou a música “Evangelho de Fariseus”, que trata sobre a exploração sexual na região, na semifinal do programa “Dom Reality” e relatou que as crianças da ilha sofrem com “tráfico de órgãos” e “pedofilia em ‘nível hard'”.

Muitos municípios da região vivem em uma situação de miséria, vários deles com as piores taxas de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. A ilha, em 2006, foi alvo de uma investigação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que constatou que o esquema e aliciamento de menores tinha envolvimento de políticos locais e envolvia o transporte de crianças para se prostituírem em Belém e na Guiana Francesa.

Em 2022, a ex-ministra falou sobre o caso durante um culto evangélico. Na ocasião, Damares disse que as vítimas eram estupradas porque não usam calcinhas e chegou a propor a criação de uma fábrica de roupas íntimas na região.

Damares também disse que crianças na região teriam os dentes removidos para facilitar os abusos. As declarações geraram polêmica e ela foi denunciada por autoridades do Pará, que pediram provas das acusações.

A ex-ministra também foi acusada de sequestrar uma criança indígena de 6 anos em 2005. Segundo indígenas Kamayurá, ela retirou a criança da aldeia alegando que a levaria para fazer um tratamento dentário e nunca a devolveu aos familiares.

Atualmente, a vítima tem 20 anos e é apresentada como filha adotiva de Damares, apesar da adoção nunca ter sido formalizada.

Por isso a senadora se tornou um dos temas mais comentados no X (ex-Twitter) nesta quinta (22). São mais de 38 mil publicações com seu nome na rede social e usuários acusam a ex-ministra de omissão sobre o tema, além de usar o problema para se promover.

Veja a repercussão:

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