
Mulheres aparecem mais à esquerda que homens na matriz ideológica calculada pelo Datafolha, diferença que expõe um recorte de gênero no eleitorado brasileiro. Na escala geral, 44% delas ficam na esquerda ou centro-esquerda, enquanto 37% aparecem na direita ou centro-direita.
Entre os homens, a distribuição se inverte: 50% estão na direita ou centro-direita, e 33% ficam na esquerda ou centro-esquerda. O centro reúne 18% das mulheres e 16% dos homens.
A divisão interna da escala mostra que 16% das mulheres foram classificadas como de esquerda, e 28%, como de centro-esquerda. No campo oposto, 11% delas aparecem na direita, e 27%, na centro-direita.
Entre os homens, 10% foram enquadrados na esquerda e 24% na centro-esquerda. À direita, o grupo masculino se divide entre 19% na direita e 31% na centro-direita.

Comportamento e economia têm diferenças por gênero
No eixo de comportamento, a direita predomina entre homens e mulheres, mas com peso maior no eleitorado masculino. Nesse recorte, 56% dos homens ficam na direita ou centro-direita, ante 47% das mulheres.
A esquerda ou centro-esquerda no eixo comportamental soma 25% entre homens e 32% entre mulheres. Esse bloco considera respostas ligadas a temas de costumes e valores, que entram na composição do índice geral.
No eixo econômico, a esquerda fica à frente nos dois grupos, com vantagem maior entre mulheres. Entre elas, 51% aparecem na esquerda ou centro-esquerda, ante 24% na direita ou centro-direita; entre homens, a esquerda soma 40%, e a direita, 33%.
A matriz ideológica não usa autodeclaração dos entrevistados. O Datafolha aplicou 16 perguntas, dez sobre comportamento e seis sobre pensamento econômico, classificou os eleitores em cinco faixas e atribuiu peso igual de 50% a cada eixo; o instituto ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026, com margem de erro máxima de 2 pontos percentuais e registro no TSE sob o número BR-09956/2026.