Datafolha revela que o lugar de Doria é o Zorra Total. Por Mauro Donato

Doria em Salvador na noite da ovada: outras virão

 

Uma pesquisa Datafolha divulgada hoje detona a arrogância do prefeito-candidato-a-presidente João Doria. Os números são desastrosos para o invasor de áreas públicas de Campos do Jordão.

A aprovação de sua ‘gestão’ despencou 9 pontos percentuais. E 55% disseram que não votariam nele para presidente em hipótese alguma.

Nada menos que 77% desconfiam que suas viagens têm finalidade de lucro pessoal; 49% acham que essas viagens trazem mais prejuízos do que benefícios para a cidade e 64% declararam-se desapontados. O prefeito fez menos do elas esperavam.

É a consequência natural de se votar em aventureiros. Conforme o tempo passa, as máscaras caem, as ineficiências e malandragens vêm à tona. Collor, por exemplo, caiu da cadeira de presidente em um ano.

Claro que Doria não se elegeu apenas com o voto dos ricos. Mas a periferia já acordou para o erro. Quando levadas em consideração apenas as áreas mais carentes da cidade, a reprovação ao prefeito é bem maior que a queda de 9 pontos obtida na média. Passa de 10, chega a 12 pontos negativos em bairros como Itaquera.

Os moradores dessas regiões são os que sentiram o aumento na tarifa da integração, o corte na merenda e no transporte escolar, a redução do Passe Livre para estudantes. Só prejuízos e nada de melhorias. É evidente que essas pessoas sabem-se traídas.

Já está claro para todo mundo que o plano de Doria nunca foi trabalhar por São Paulo e sim alcançar Brasília. A maioria respondeu ter essa percepção, inclusive os ricos.

Ninguém ainda entendeu direito como funcionam as doações feitas por empresas sem a exigência de contrapartida (se é que têm explicação honesta) e a desconfiança reina sobre essa falta de transparência.

Aqueles que estiveram se informando um pouco melhor descobriram que empresas que se associam ao Lide (a empresa de João Doria) ganharam espaço na gestão do atual prefeito.

A taxa de anuidade do Lide é de R$ 10 mil para apenas dois executivos associados por empresa. Ao assumir o cargo na prefeitura, Doria passou o comando do grupo para o nome de seu filho.

Em sintonia com seu estilo, seus vídeos também acabaram se revelando um tiro no pé. Neles foi possível ver melhor quem é João Doria.

Já foi grosseiro ao usar o meio para sacramentar demissões, já respondeu com baixarias e arrogância, e essa semana revelou toda seu descontrole no bate-boca com Alberto Goldman, tucano, ex-governador e vice presidente nacional do PSDB.

Como já declarou Geraldo Alckmin recentemente ao ser questionado sobre o caráter de seu pupilo: “Uma vez meu pai me falou: Lembre-se sempre de Santo Antonio de Pádua. Quando não puder falar bem, não fale nada.”

No programa Zorra Total da noite de ontem, lá estava Doria. Não em pessoa, claro, mas uma sátira. Depois de vários esquetes que fizeram troça com sua estratégia de disfarçar-se de gari e trabalhador de outras profissões, na piada final o prefeito é barrado de entrar em seu próprio gabinete para trabalhar pois ninguém o conhecia. “Era só o que faltava. Desde quando o prefeito estaria na prefeitura, trabalhando?”

Pois é, Doria. Terminar no Zorra Total da TV Globo é para chorar na cama. Pior do que um Datafolha, hein.

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