DCM Ao Meio-Dia: “É ele que precisa ficar preocupado”, diz Lula sobre Moro

Atualizado em 21 de novembro de 2021 às 12:21
Veja Lula e Moro
Lula e Sergio Moro. Foto: Reprodução/Brasil de Fato

Lula no El País é assunto. AO VIVO. Kiko Nogueira e Rudá Ricci fazem o giro de notícias no DCM ao meio-dia de domingo.

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Lula no El País

O ex-presidente deu uma entrevista ao El País espanhol e citou, claro, o ex-ministro de Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro. Ele está em viagem pela Europa e passou por Bélgica, França e Espanha.

P. Todas as pesquisas o situam na liderança e, no entanto, isso não livrou nem o senhor nem o seu partido do ódio. Teme por sua segurança?

R. Sou um homem católico. Sou um homem que acredita que só chegou aonde chegou porque tem a mão de Deus em cima. Confesso que não quero morrer. Quero viver bem, estar sempre alegre, acordar todos os dias rindo. Obviamente que nós temos uma questão de segurança. Faz 30 anos que não vou a um restaurante, nunca fui a um shopping, não entro em bar. Minha vida é minha casa e meu trabalho. Sempre com muito cuidado para me precaver.

P. O que o ser humano Lula aprendeu com a experiência dramática que vivenciou, dos processos judiciais e da prisão?

R. Tomei a decisão de ir para a prisão quando muitos me diziam que deveria sair do Brasil. Eu não quis. Tinha tanta consciência de minha inocência, tanta segurança de que o juiz Moro e os procuradores haviam formado uma quadrilha político-econômica para me destruir, que decidi ir à polícia para provar minha inocência. E acredito que consegui. Fui para a cadeia, eu li muito, refleti e pensei: ‘Não posso sair daqui com raiva. Preciso sair mais maduro, mais consciente, mais preparado’. Eu estava dizendo a verdade e eles estavam mentindo.

P. O juiz Sergio Moro, que o prendeu e que depois teve suas ações contra o senhor declaradas como parciais pelo Supremo Tribunal Federal, também concorrerá às eleições de 2022. O que o senhor pensa de competir com ele?

R. Não estou preocupado. É ele que precisa ficar preocupado. Sem a proteção da toga de juiz e sem a proteção do Código Penal, será candidato como eu, como cidadão comum. E, nesse caso, é muito mais fácil”.

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