
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a bolsonaristas que pretende proteger o restante do mandato de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles. O aceno ocorre após a derrota do senador na eleição presidencial e sua fuga para os Estados Unidos, conforme o relato publicado nesta quarta-feira (4).
De acordo com bolsonaristas ouvidos pela coluna, Alcolumbre indicou nos bastidores que não dará andamento a pedidos de petistas pela cassação de Flávio. Não foi anunciado um arquivamento formal dos pedidos.
Na terça-feira (3), Alcolumbre abriu uma exceção para que Flávio participasse remotamente da votação da PEC da Segurança Pública, mesmo sem ter autenticado seu novo número de celular. Segundo a publicação, lideranças do PL procuraram o chefe da Casa, que acionou a equipe técnica para liberar o acesso do senador.

Em condições normais, a habilitação do novo aparelho exigiria o comparecimento presencial de Flávio ao Senado, informou a coluna. A autorização excepcional permitiu sua participação na sessão enquanto estava fora do país.
Os gestos são descritos pela reportagem como parte da tentativa de Alcolumbre de conquistar apoio bolsonarista à reeleição para a presidência do Senado, prevista para 1º de fevereiro de 2027. Alcolumbre busca votos do PL para permanecer no comando da Casa.
Apesar dos acenos, integrantes da bancada bolsonarista disseram à coluna que não votarão em Alcolumbre. O candidato do PL ao comando do Senado é Rogério Marinho (RN).
Em atualização divulgada às 19h46 pela Agência Senado, Alcolumbre afirmou que analisará duas questões de ordem apresentadas por Randolfe Rodrigues (PT-AP). O líder do governo questiona se Flávio comunicou oficialmente sua viagem e pede a anulação do voto dado na sessão de terça-feira.
Alcolumbre respondeu que Flávio pôde participar porque a sessão era semipresencial, mas disse que examinará os questionamentos com a Mesa Diretora e as assessorias da Casa. O regimento exige que senadores comuniquem ausências do país e sua duração. A análise anunciada deixa a regularidade do voto contestado em aberto.