Defesa confirma morte de “Sicário”, capanga de Vorcaro

Atualizado em 7 de março de 2026 às 0:17
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, posando para foto de camiseta branca e boné, sério, olhando para a câmera
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” – Reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, apontado em investigações como “sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu nesta sexta-feira (6) no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa do investigado, Robson Lucas da Silva.

Segundo a defesa, o óbito foi registrado às 18h55 após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado na manhã desta sexta-feira (6), por volta das 10h15. O corpo deverá ser encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil de Minas Gerais.

Mourão estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital desde que foi socorrido após um episódio ocorrido na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, onde se encontrava preso no âmbito da Operação Compliance Zero.

Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde morreu “Sicário”. Foto: Reprodução

De acordo com a Polícia Federal, o investigado atentou contra a própria vida na tarde de quarta-feira (4). Ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital João XXIII.

Durante a internação, circularam informações divergentes sobre o estado de saúde de Mourão. Na quarta-feira (4), houve relatos de morte encefálica, mas familiares e a direção do hospital informaram que o quadro era gravíssimo. Na ocasião, a Polícia Federal também afirmou que não havia confirmação de óbito.

Nas investigações, Mourão foi identificado como operador central de um grupo denominado “A Turma”, responsável por coordenar ações de vigilância e monitoramento de pessoas consideradas adversárias do esquema investigado.

Segundo os investigadores, ele teria acessado bases restritas de órgãos públicos utilizando credenciais de terceiros, incluindo sistemas da própria Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

As apurações também indicam que o investigado atuaria na coleta de dados sobre autoridades, jornalistas e críticos, além de participar de ações de monitoramento presencial e de remoção de conteúdos digitais mediante solicitações apresentadas como pedidos oficiais.

A Operação Compliance Zero investiga atividades relacionadas a monitoramento, coleta de informações e atuação coordenada de grupos vinculados ao esquema investigado. Mourão era considerado uma das peças centrais nas apurações.