
Mais uma notícia esdrúxula. A defesa de Bolsonaro entrou com um novo recurso no Supremo nesta segunda-feira e voltou a pedir que o voto do ministro Luiz Fux, pela absolvição do chefe do golpe, prevaleça e a condenação seja anulada.
O estagiário explica: a turma tinha cinco integrantes, entre os quais Fux, que depois decidiu se transferir para a Segunda Turma, mas participou do julgamento de Bolsonaro.
O julgamento terminou em 4 a 1. Os advogados pedem que o voto de Fux determine a anulação de tudo — e que o jogo recomece do zero a zero.
É como se o Brasil entrasse com recurso na Fifa para que o gol de Oscar, o único do Brasil nos 7 a 1 da Alemanha em 2014, determinasse a anulação da goleada.
Só falta pedirem que o Globo de Ouro tire o prêmio de melhor filme para O Agente Secreto e entregue para a série O Mecanismo, do José Padilha, sobre Sergio Moro.
Ou que o prêmio de melhor ator de drama para Wagner Moura seja anulado e entregue ao Mario Frias ou a Márcio Garcia.
TALAGAÇO
Não há como não desconfiar que muita gente deve ter levado talagaços nesse caso do Banco Master na Globo e em outras corporações da mídia. Porque o tom da cobertura é de desespero.
Talagaço é um termo gaúcho que define, entre outras coisas, uma bordoada grande, um golpe, uma perda devastadora.
