Defesa de Bolsonaro quer anular a goleada e levar a bola pra casa. Por Moisés Mendes

Atualizado em 13 de janeiro de 2026 às 7:21
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

Mais uma notícia esdrúxula. A defesa de Bolsonaro entrou com um novo recurso no Supremo nesta segunda-feira e voltou a pedir que o voto do ministro Luiz Fux, pela absolvição do chefe do golpe, prevaleça e a condenação seja anulada.

O estagiário explica: a turma tinha cinco integrantes, entre os quais Fux, que depois decidiu se transferir para a Segunda Turma, mas participou do julgamento de Bolsonaro.

O julgamento terminou em 4 a 1. Os advogados pedem que o voto de Fux determine a anulação de tudo — e que o jogo recomece do zero a zero.

É como se o Brasil entrasse com recurso na Fifa para que o gol de Oscar, o único do Brasil nos 7 a 1 da Alemanha em 2014, determinasse a anulação da goleada.

Só falta pedirem que o Globo de Ouro tire o prêmio de melhor filme para O Agente Secreto e entregue para a série O Mecanismo, do José Padilha, sobre Sergio Moro.

Ou que o prêmio de melhor ator de drama para Wagner Moura seja anulado e entregue ao Mario Frias ou a Márcio Garcia.

TALAGAÇO

Não há como não desconfiar que muita gente deve ter levado talagaços nesse caso do Banco Master na Globo e em outras corporações da mídia. Porque o tom da cobertura é de desespero.

Talagaço é um termo gaúcho que define, entre outras coisas, uma bordoada grande, um golpe, uma perda devastadora.

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Fachada do Banco Master. Foto: Reprodução
Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/