Delegada detalha crimes de piloto pedófilo: “Uma vítima está toda machucada”

Atualizado em 9 de fevereiro de 2026 às 13:22
O piloto Sérgio Antônio Lopes. Foto: Reprodução

A Polícia Civil afirmou que o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, estuprava crianças sempre que tinha contato físico com elas. A declaração é da delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo a delegada, uma das vítimas sofreu agressões recentes. “Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava. Uma das vítimas está toda machucada, ele bateu nela na semana passada em um motel”, afirmou Ivalda Aleixo.

A investigação, que durou três meses, aponta o suspeito como o principal responsável por uma rede de exploração sexual infantil. “Tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração de pornografia infantil”, prosseguiu a delegada.

De acordo com as investigações, o piloto mantinha contato direto com algumas vítimas e usava documentos falsos para levá-las a motéis. “Ele tinha contato com algumas das vítimas e na verdade as levava até para motel com RG de pessoas maiores de idade. Os RGs não eram delas”, explicou.

Entre as vítimas identificadas estão três irmãs, netas de uma mulher de 55 anos que também foi presa, acusada de aliciá-las em troca de pagamento. Segundo a polícia, uma delas começou a ser abusada ainda na infância. “Uma delas ele começou a abusar com 8 anos, hoje ela está com 12 e 13 anos”, afirmou Ivalda. Outra vítima, segundo a investigação, acabou de completar 18 anos.

O piloto foi preso na manhã de segunda (9) dentro da aeronave, prestes a decolar para o Rio de Janeiro. A operação “Apertem os Cintos” investiga crimes como estupro de vulnerável e exploração sexual infantil. As investigações da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia indicam que Sérgio é suspeito de participar da rede há pelo menos oito anos.

A operação cumpriu mandados de prisão temporária contra o piloto e a avó das vítimas, além de oito mandados de busca e apreensão. A polícia destacou que “as provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos”.

A Latam Airlines Brasil, em nota, informou que abriu apuração interna e “repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”. O voo que seria realizado pelo piloto preso operou normalmente com outra tripulação. A reportagem aguarda retorno da concessionária do aeroporto e da Secretaria da Segurança Pública.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.