
A operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, anunciada na madrugada deste sábado (3), foi conduzida por equipes da Delta Force, uma das tropas de elite mais secretas do Exército dos Estados Unidos. Especializada em “contraterrorismo, resgate de reféns e ações diretas” contra alvos considerados de “alto valor”, a unidade teria liderado a incursão que, segundo Washington, retirou Maduro e sua esposa do território venezuelano por via aérea. A informação foi divulgada pela CBS News, que citou um oficial do Exército.
A atuação da Delta Force ocorre em um contexto de ataques registrados em Caracas e em estados próximos, como Miranda, Aragua e La Guaira. O governo da Venezuela afirmou não ter informações oficiais sobre o paradeiro do chefe de Estado nem de sua esposa, Cilia Flores.
Em pronunciamento exibido pela emissora estatal Venezolana de Televisión, a vice-presidente Delcy Rodríguez declarou que as autoridades exigem esclarecimentos imediatos. “Exigimos uma prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores”, afirmou.
🇻🇪 📢 🚨#URGENTE Un grupo que acampaba en el Ávila, grabó las explosiones en Caracas durante la madrugada de este #3Ene pic.twitter.com/E63efsPNqm
— Cristian Crespo F. 🇨🇺 (@cristiancrespoj) January 3, 2026
Rodríguez também convocou a população a se mobilizar em uma “fusão cívico-militar” para “defender o país”, classificando os acontecimentos como uma agressão externa. Segundo ela, a falta de informações oficiais agrava a instabilidade e amplia a incerteza sobre o alcance da ofensiva atribuída aos Estados Unidos.
Minutos antes, o presidente Donald Trump confirmou a captura em uma publicação nas redes sociais. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu.
Trump afirmou que a ação foi conduzida em conjunto com forças de segurança estadunidenses, sem informar o destino do casal. Ele disse ainda que apresentará mais detalhes em uma coletiva marcada para as 13h, no horário de Brasília.
Enquanto versões conflitantes circulavam, a capital venezuelana amanheceu com sinais evidentes dos ataques. A Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota, principal aeroporto militar de Caracas, apresentava focos de incêndio, destroços e danos na área externa. Árvores derrubadas e trechos da principal rodovia da cidade danificados foram registrados por equipes da agência EFE.
A área ao redor da base permaneceu isolada durante a madrugada, com forte presença de militares e veículos oficiais. Moradores relataram interrupções no tráfego e falta de energia elétrica em bairros próximos. Testemunhos divulgados nas redes sociais indicaram explosões em diferentes pontos da capital, inclusive nas proximidades do Fuerte Tiuna, o maior complexo militar do país.
#URGENTE Se confirman bombardeo en distintinras zonas del área metropolitana. Estos ataques van desde Higuerote en el Estado Miranda hasta Caracas inicialmente. Zonas aledañas a Fuerte Tiuna y El Cuartel de la Montaña #Venezuela resiste esto es #hastaElFinal pic.twitter.com/oRCqrqY1VR
— Napoleón Figueroa León .·. (@NapoleonVE) January 3, 2026