Democracia em Vertigem: restou ao PSDB debochar de sua própria derrota. Por José Cássio

Eles adoram sentar para dar risada

Depois de chegar ao fundo do poço em 2018, com a pífia votação de Geraldo Alckmin na eleição presidencial – ficou em quarto lugar, com menos de 5% dos votos, o PSDB voltou com tudo nesta primeira quinzena de janeiro: e da pior maneira possível, ridicularizado nas redes e sem nenhuma capacidade de reação.

“Parabéns à diretora Petra Costa pela indicação de melhor ficção e fantasia por Democracia em Vertigem”, foi o estopim da palhaçada.

Num tuíte ironizando a indicação do longa ao Oscar, não foi capaz de reconhecer o óbvio: o filme de Petra trata do golpe protagonizado pelo partido em 2016, num dos momentos mais deprimentes da democracia brasileira, com o país sendo lançado ao abismo por um bando de salafrários.

Como se não fosse suficiente, no meio da tarde os tucanos lançaram outra provocação, desta vez com foco na conjuntura econômica.

“Sugestão para a continuação de Petra: Economia em Vertigem”, ironizou o partido, citando dados do IBGE sobre o desemprego no país.

Até Aécio, um ícone da indecência pública nacional, ressurgiu das cinzas após a polêmica: não demorou para os mais criativos lançarem a piada de que o mineiro vai pedir a recontagem dos votos para evitar que o longa de Petra concorra ao Oscar.

Sem voto, sem reputação, sem nenhuma capacidade de leitura da realidade, restou ao PSDB o papel de bobo da corte.

Todos os dias pede aos eleitores que evitem os extremos, acreditando ser possível ainda convencer alguém de que o próprio partido não é o extremo do charlatanismo.

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