Democratas lideram em estados-chave e ameaçam redutos republicanos, diz pesquisa

Atualizado em 2 de novembro de 2026 às 15:51
Barack Obama ao lado do candidato democrata ao Senado, Abdul El-Sayed, e da candidata do partido ao governo do Michigan, Jocelyn Benson. Foto: Nick Hagen/AFP

Os democratas aparecem à frente dos republicanos em quase todos os sete estados que podem decidir o controle do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de 2026, apontam pesquisas do New York Times e da Universidade Siena. O levantamento indica vantagem democrata até em Texas e Kansas, estados que há décadas não elegem senadores do partido.

No cenário geral, pesquisas de opinião têm apontado os democratas com até 10 pontos percentuais de vantagem sobre os republicanos. O agregador RealClearPolling mostra 52% de preferência para a primeira sigla e 43,1% para a segunda.

O Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida registrou um recorde de mais de 53 milhões de votos antecipados. Nos estados que identificam a filiação partidária, 43% dos eleitores eram democratas registrados, em comparação com 32% de republicanos.

Para assumir a maioria, os democratas precisam preservar todas as cadeiras que já ocupam e conquistar ao menos quatro assentos hoje controlados pelos republicanos. As sondagens colocaram candidatos democratas na frente em Kansas, Maine, Ohio e Texas, com pequena vantagem no Alasca e empate técnico em Iowa.

A avaliação negativa sobre a gestão de Donald Trump e a insatisfação com a economia prejudicam os republicanos nos estados pesquisados. Apenas 38% dos eleitores mais propensos a votar aprovavam o desempenho do presidente, apesar de Trump ter vencido cinco desses estados por margens de dois dígitos em 2024.

Os democratas abriram nove pontos de vantagem sobre o custo de vida no conjunto dos estados decisivos e lideraram nesse tema em todos eles. A pesquisa também mostrou que os candidatos do partido têm melhor desempenho entre eleitores independentes, jovens e latinos.

Apoiadores participam de ato do movimento Voto Latino em Weslaco, no Texas
Apoiadores participam de ato da campanha “Ready. Go. Vote.”, do movimento Voto Latino, em Weslaco, no Texas. Foto: Reprodução

Texas, Kansas e Maine concentram sinais de desgaste republicano

No Texas, o deputado estadual democrata James Talarico tinha 50% das intenções de voto, contra 43% do procurador-geral republicano Ken Paxton. Paxton registrou a pior imagem entre todos os candidatos avaliados: 54% dos eleitores o viam de forma desfavorável, ante 33% com opinião favorável.

O Kansas, onde nenhum democrata vence uma disputa ao Senado desde 1932, também apresentou vantagem para o partido. Adam Hamilton, pastor e candidato democrata, marcava 49%, contra 44% do senador republicano Roger Marshall, que busca a reeleição.

No Maine, o ex-senador estadual Troy Jackson, democrata, liderava a senadora republicana Susan Collins por 51% a 45%. Collins já contrariou pesquisas em 2020, quando aparecia atrás nos levantamentos e venceu a reeleição, mas a nova rodada identificou maior rejeição aos republicanos no estado.

Em Ohio, o ex-senador democrata Sherrod Brown registrava 49%, contra 44% do senador republicano Jon Husted, em uma corrida que movimentou US$ 500 milhões. Os republicanos investiram US$ 80 milhões a mais em publicidade, segundo dados da empresa de monitoramento AdImpact.

Michigan foi o único estado analisado com uma cadeira atualmente democrata, e Abdul El-Sayed abriu 11 pontos sobre o republicano Mike Rogers. A disputa ganhou tensão após a deputada democrata Haley Stevens, derrotada nas primárias, declarar apoio a Rogers no domingo (01).

Os pesquisadores entrevistaram 5.508 eleitores no Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas entre 23 de outubro e 1º de novembro. A margem de erro variou de 3,3 pontos percentuais no Texas a 4,8 pontos no Alasca; na média dos sete estados, ficou em 1,5 ponto.

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