“Depoimentos de assédio moral contra servidores mexeram muito comigo”, diz Margareth Menezes

Atualizado em 8 de fevereiro de 2023 às 12:05
Margareth Menezes Foto: Divulgação

Além do quadro aterrador de destruição e desmonte do setor, foram os depoimentos dos servidores do Ministério da Cultura sobre perseguições e assédios que deixaram a ministra Margareth Menezes mais chocada. “Mexeu demais comigo”, disse a jornalistas, durante café da manhã, no Ministério da Cultura, nesta segunda-feira 8. “Era assédio moral não poder usar máscara [durante a pandemia]. Muitos desmonte. Não tinha nada nas secretarias”, lamentou.

O secretário-execurivo Marcio Tavares é quem está tomando depoimentos dos servidores sobretudo daqueles assediados pelo ex-secretário de Cultura Mario Frias, atual deputado federal pelo PL de São Paulo. Muitos relataram que Frias e assessores andavam armados para intimidar os subordinados.

Tavares informou, ainda, que, durante o governo Bolsonaro, não se executava mais nenhuma política cultural. “Só se executava emendas parlamentares dos aliados do governo”, disse.

A ministra Margareth Menezes informou, durante café da manhã com jornalistas, que a Embaixada da Suíça ofereceu ajuda, via uma empresa daquele país, para restaurar o relógio francês do século XVIII destruído, em 8 de janeiro, por um vândalo bolsonarista que invadiu o Palácio do Planalto. As negociações para o reparo serão intermediadas pela primeira-dama Janja Lula da Silva, em conjunto com o Ministério da Cultura.

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