Depois de Flordelis, cantores evangélicos e pupilos de pastores são rejeitados nas urnas. Por Daniel Trevisan

Feliciano e seu Pupilo: rejeitados nas urnas

Uma boa notícia para a democracia.

Eleitores rejeitaram cantores do segmento gospel nas urnas.

Vanilda Boridieri foi candidata a vereadora em Sorocaba pelo partido de Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus.

Ela recebeu 1.758 votos, e não foi eleita. Foi a segunda tentativa dela de ocupar uma cadeira na casa, com direito a salário alto, assessores e poder.

Mattos Nascimento tentou uma vaga no Rio de Janeiro pelo partido Solidariedade, o partido do Paulinho da Força.

Obteve 2.790 votos, muito pouco para passar a ser chamado de Excelência.

A Câmara Municipal do Rio também foi cobiçada pelo varão Álvaro Tito, da Rede. O cantor teve apenas 336 votos.

A cantora gospel Beatriz disputou também tentou entrar na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, pelo mesmo solidariedade.

Recebeu 895 votos, e terá de esperar mais 4 anos.

Marcelo Aguiar, cantor que em razão da fama já foi vereador em São Paulo e duas vezes deputado federal, desta vez foi rejeitado pelo eleitor.

Concorrendo pelo DEM, ele recebeu apenas 8.700 votos.

Em São Paulo, o pastor Marco Feliciano tentou emplacar o pastor Paulo Marcelo, mas os eleitores não aceitaram. Paulo Marcelo obteve pouco mais de 4 mil votos, apesar do empenho do padrinho.

Depois de Flordelis, o eleitor evangélico parece estar um pouco mais atento. E não aceita essa conversa mole de que “irmão” tem que votar em “irmão”.

Eleita deputada federal com quase 200 mil votos em 2018, ela responde a processo na justiça sob acusação de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo.

Já não era assim. Apenas 20% dos evangélicos votavam em evangélicos. Agora esse número diminuiu.

Melhor para a democracia.

Em geral, quem se elege com voto evangélico se alinha à direita fisiológica ou à extrema direita, em grupos como o de Bolsonaro, que têm compromisso com os ricos, não com os trabalhadores.

Os pastores já têm tanto poder para vender o rebanho. Que assim seja. Amém.

Agora é preciso derrotar o ícone dessa gente, Marcelo Crivella, um dos piores prefeitos do Brasil.

Marcelo Aguiar ouviu o não do eleitor

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