Depois do “solta-não solta” de Lula, as pesquisas sumiram. Por Fernando Brito

Atualizado em 24 de julho de 2018 às 18:35

Publicado no Tijolaço

POR FERNANDO BRITO

15 dias após o “imbroglio” do solta-não solta o Lula, ainda não há pesquisas nacionais sobre a intenção de votos.

Hoje ou amanhã sai a primeira, da Vox Populi, porque o único levantamento divulgado após aqueles fatos – ou não-fatos – foi o do Ipsos, que não mede intenção de voto, mas aprovação/reprovação.

Providencialmente, os grandes institutos de pesquisa não quiseram medir o impacto do intenso noticiário que tirou o ex-presidente da sombra onde o lançaram Justiça e mídia.

Casualmente conveniente, não é?

Claro que não se pode adivinhar se o quadro de preferências eleitorais – que tem se mantido praticamente imutável por meses – vá sofrer alterações significativas.

Mas, se acontecerem, dificilmente serão em outra direção senão a de aumentarem as menções a Lula.

Ibope e Datafolha ainda não registraram qualquer levantamento.

Na folha de registros de pesquisas do TSE, porém, uma delas chama a atenção.

É a encomendada pessoalmente por Henrique Meirelles, o candidato do PMDB, por R$ 42 mil e 500 entrevistados.

Nela, além das perguntas convencionais, discorre-se sobre o entendimento pela população das virtudes econômicas do ex-ministro, sempre frisando o fato de ter participado do governo Lula.

“Seu” Meirelles, mesmo sem ser marqueteiro, posso assegurar que, por aí, o senhor não arruma nada.

Até porque a turma que encheu as burras com a política de crescimento econômico de Lula não economiza na hora de odiar o ex-presidente.

Assim, aliás, como faz o senhor, que usa o cargo que ele lhe confiou para postular-se candidato de uma política econômica absolutamente inversa à que ele propõe.

Lula, para desmontar sua canidatura, nem precisa ser solto, basta um bilhetinho.