Deputada bolsonarista rejeita proposta de Valdemar e anuncia saída do PL

Atualizado em 4 de fevereiro de 2026 às 18:16
A deputada federal Caroline De Toni. Foto: Divulgação

A deputada federal Caroline De Toni decidiu recusar uma proposta feita pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para que desistisse da disputa ao Senado em Santa Catarina. A parlamentar comunicou ao dirigente partidário que deixará a sigla, abrindo um novo capítulo na reorganização da direita no estado. Com informações do Metrópoles.

A decisão foi transmitida a Valdemar em uma conversa telefônica ocorrida nas últimas horas. Após o contato, Caroline passou a informar lideranças políticas catarinenses de que pretende solicitar sua desfiliação formal do PL, encerrando sua trajetória no partido pelo qual se elegeu deputada federal.

Segundo aliados, a deputada ainda não definiu qual será seu próximo destino partidário. Ela teria recebido convites de ao menos seis siglas: MDB, PSD, Novo, PRD, Avante e Podemos. A escolha deve levar em conta a viabilidade de uma candidatura ao Senado em 2026.

A saída do PL ocorre após Valdemar deixar claro que não haveria espaço para Caroline disputar o Senado na chapa governista em Santa Catarina. Como alternativa, o presidente do partido apresentou um plano considerado secundário pela deputada.

Na conversa realizada na terça-feira (3), Valdemar ofereceu a Caroline a possibilidade de concorrer como candidata a vice do governador catarinense Jorginho Mello (PL), que tentará a reeleição. A proposta foi rejeitada pela parlamentar.

O governador catarinense Jorginho Mello. Foto: Divulgação

Além disso, segundo relatos de aliados, Valdemar também prometeu a Caroline o posto de líder do PL na Câmara dos Deputados em 2027, caso ela optasse por disputar a reeleição como deputada federal em 2026. A oferta igualmente não foi aceita.

O dirigente argumentou que o partido precisa reservar uma das vagas ao Senado para o senador Esperidião Amin (PP-SC). A outra vaga, segundo o desenho defendido pela cúpula do PL, seria destinada a Carlos Bolsonaro.

Esse arranjo faria parte de um acordo político mais amplo entre PL e PP, que incluiu a reconfiguração de alianças no Rio Grande do Sul. Na terça-feira, o PP rompeu com o governador Eduardo Leite (PSD) e anunciou aliança com o PL no estado.

No mesmo dia da conversa com Valdemar, Jorginho Mello afirmou publicamente, durante evento em Brasília, que Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro seriam seus candidatos ao Senado. O presidente do PL, no entanto, deixou claro que está disposto a intervir no diretório estadual do partido para garantir a vaga de Esperidião Amin, caso o governador insista em apoiar a deputada.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.