Deputada colombiana apoiadora de Trump diz que filho está preso pelo ICE nos EUA

Atualizado em 14 de fevereiro de 2026 às 20:53
A deputada colombiana Ângela Maria Vergara: seu filho está detido há 18 dias pelo ICE nos EUA. Reprodução

A deputada colombiana Ángela María Vergara denunciou que seu filho, Rafael Alfonso Vergara, está detido há 18 dias pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) em condições que classificou como desumanas.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que o jovem não possui sequer infração de trânsito e que, assim como outros colombianos, vive uma situação de sofrimento, sem conseguir retornar ao país. Como mãe, pediu ajuda urgente das autoridades colombianas.

Integrante do Partido Conservador e apoiadora de Donald Trump, Vergara solicitou intervenção imediata do governo da Colômbia e da chancelaria para assegurar o retorno e a proteção de seu filho e de outros cidadãos em circunstâncias semelhantes.

Segundo a congressista, Rafael possuía autorização de trabalho, número de seguridade social e audiência marcada para 2028 relacionada ao pedido de asilo. Ainda assim, permanece preso e algemado, aguardando definição de sua situação migratória.

Apesar de estar ciente do caso há semanas, Vergara afirmou na rede X que optou pelo silêncio inicial por confiar nas garantias da Justiça norte-americana. Disse ter tornado o caso público diante do que descreveu como profundo desgaste emocional.

Na publicação, declarou que fala em nome das famílias que sofrem sem apoio e de colombianos tratados como criminosos, embora não tenham cometido crimes. Segundo ela, há homens e mulheres há meses privados de liberdade, aguardando voo de retorno ou uma ação do Estado colombiano.

Dados divulgados pela emissora CBS, com base em documento do Departamento de Segurança Interna (DHS), indicam que quase seis em cada sete migrantes detidos pelo ICE no primeiro ano da atual administração do presidente Donald Trump não possuem histórico de crimes violentos. Cerca de quatro em cada dez não têm qualquer antecedente criminal e, em muitos casos, respondem apenas a infrações civis de imigração, como permanência irregular ou permanência além do prazo permitido.

Pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) apontou que, entre fevereiro e setembro de 2025, uma média mensal de 6 mil migrantes latino-americanos sem antecedentes penais ingressou em centros de detenção nos Estados Unidos.