Derrotado, Flávio aposta na queda de Lula e fala em nova eleição antes de 2030

Atualizado em 30 de outubro de 2026 às 22:03
Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou estar disposto a disputar novamente a Presidência da República antes de 2030, durante uma live no Instagram nesta sexta-feira (30). Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o parlamentar falou em voltar à disputa e associou o futuro do governo petista a uma previsão de crise econômica.

Depois de dizer que está pronto para disputar novamente a Presidência, afirmou: “Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”. O comentário veio ao se colocar à disposição para uma nova candidatura.

Flávio não explicou como essa nova disputa seria realizada antes de 2030. Ao longo da transmissão, disse acreditar que a economia provocará o desgaste de Lula e comparou o cenário que projeta para o país ao período de 2014 e 2015, no governo de Dilma Rousseff.

“Infelizmente, o Brasil está fadado a quebrar e eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República muito antes do que muita gente imagina”, declarou. O senador apresentou a previsão como parte de sua avaliação política sobre o governo de Lula.

No plano parlamentar, Flávio pediu que apoiadores pressionem senadores a votar em Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado. “A nossa trincheira neste momento será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal”, disse. O apoio a Marinho foi apresentado como estratégia para organizar a oposição ao governo.

A manifestação ocorre depois da carta em que Flávio contestou o resultado da eleição e se apresentou como presidente eleito. A expressão foi retirada de uma versão posterior do documento.

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, segundo o TSE, e o resultado foi reconhecido pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!