Desenrola 2.0 dará desconto de até 90% em dívida do cheque especial

Atualizado em 6 de maio de 2026 às 20:07
Ilustrativa.
O presidente Lula em evento de assinatura da MP referente ao Novo Desenrola. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Dívidas no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito poderão ter descontos de 40% a 90% no Desenrola 2.0, conforme o tempo de atraso. O Globo preparou uma calculadora para simular o abatimento em cada caso, com base nas regras do programa publicadas pelo governo Lula.

O desconto será progressivo. Para atrasos de 91 a 120 dias, o abatimento será de 40%. Entre 121 e 150 dias, sobe para 45%. De 151 a 180 dias, será de 50%. De 181 a 240 dias, passa a 55%.

As maiores reduções valem para dívidas mais antigas. Débitos de cheque especial e rotativo com atraso de 241 a 300 dias terão desconto de 70%. De 301 a 360 dias, o abatimento será de 85%. Entre um e dois anos de atraso, chega a 90%.

No crédito direto ao consumidor e no parcelamento do cartão, os percentuais são menores. As reduções começam em 30% para atrasos de 91 a 120 dias e chegam a 80% para dívidas vencidas há um ou dois anos.

Bancos aguardam detalhes finais para liberarem o Desenrola 2.0
O novo programa de renegociação de dívidas do governo federal, o Desenrola 2.0. Foto: Reprodução

O Desenrola 2.0 permite renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e dois anos. Podem participar brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105. O novo débito terá juros máximos de 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses.

O programa também prevê uso de parte do FGTS para reduzir ou quitar dívidas. O trabalhador poderá usar 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, o que for maior. A adesão deve ser feita diretamente nos canais oficiais dos bancos.

O valor final renegociado terá limite de R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o desconto médio previsto no programa será de 65% da dívida.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.