
As negociações entre Estados Unidos e Irã foram interrompidas neste domingo (21), no resort de Bürgenstock, às margens do Lago Lucerna, na Suíça. As conversas reuniam delegações dos dois países com apoio de mediadores internacionais.
A paralisação foi confirmada por uma fonte iraniana ouvida pela CNN, que afirmou que o diálogo não foi encerrado em definitivo. Segundo essa fonte, ainda há movimentações discretas para tentar reativar as tratativas.
Segundo o jornal britânico The Guardian, negociadores iranianos suspenderam as conversas com os EUA. Trump voltou a falar em novos ataques contra o Irã caso Teerã não cumpra exigências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a grupos aliados no Líbano.
A interrupção ocorre em meio à escalada de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensificou a pressão diplomática ao longo do fim de semana. O impasse se agravou após novas ameaças envolvendo a região do Oriente Médio.

Trump disse nesse sábado (20/6) que não haverá cobrança de nenhum pedágio no Estreito de Ormuz, “a menos que seja imposto pelos EUA”. O presidente deu a declaração em sua rede social, a Truth Social.
Nos bastidores, segundo a fonte iraniana, ainda existem esforços para reabrir o canal de diálogo entre as partes. A avaliação é de que a suspensão pode ser temporária, apesar da tensão instalada.
Antes da interrupção, o negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou a postura dos Estados Unidos e classificou como “desespero” as declarações recentes feitas por autoridades norte-americanas.
As tratativas aconteciam com mediação de Catar e Paquistão, em um processo que buscava avançar a partir de um memorando preliminar. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, também participou das discussões na Suíça, em meio ao aumento da tensão sobre o Estreito de Ormuz e a influência de grupos aliados do Irã no Líbano.