Dias após agressão a estudante, incêndio atinge campus da UFRN

Atualizado em 24 de outubro de 2026 às 14:17
Fogo na área verde do Campus da UFRN, em Natal (RN). Reprodução

Um incêndio de grandes proporções atingiu na noite desta sexta-feira (23) uma área verde do campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, perto do prédio da reitoria. Não houve feridos, e a polícia investiga a origem do fogo a dois dias do segundo turno das eleições.

A UFRN informou que as chamas atingiram “a vegetação nas imediações do prédio da Reitoria, no campus Central”. A universidade afirmou que o Corpo de Bombeiros controlou o incêndio e que nenhum prédio nas proximidades sofreu danos.

Os prejuízos ficaram restritos à vegetação, informou a instituição. A corporação levou mais de quatro horas para conter as chamas.

Novos focos levaram bombeiros de volta ao campus

Neste sábado (24), a imprensa local relatou novos focos de incêndio perto da Escola de Música da UFRN, ainda durante o dia. Os bombeiros voltaram ao campus para atender a ocorrência.

O fogo ocorreu quatro dias depois de um ato de bolsonaristas dentro da universidade terminar em pancadaria e deixar um estudante ensanguentado. A mobilização reuniu apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) e provocou reação de estudantes favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A UFRN disse que não autorizou o ato político no campus. A instituição acusou o grupo de usar equipamentos de som e fogos de artifício, além de promover “atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público”.

Segundo a universidade, a atividade também provocou interrupção de aulas e de tarefas administrativas. O deputado federal General Girão (PL) e a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL) participaram do ato e, depois, repudiaram a violência, enquanto acusaram estudantes de intolerância e autoritarismo.

A Procuradoria da República abriu investigação sobre denúncias de censura, intimidação e incitação à violência relacionadas ao episódio no campus. O Ministério da Educação afirmou ter recebido relatos de violência política contra integrantes da comunidade acadêmica.

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