
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, foram levados para o Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, em Nova York, após serem capturados por forças dos Estados Unidos. A prisão federal é conhecida pelas más condições de funcionamento e por concentrar detentos de alta notoriedade.
O MDC abriga atualmente mais de 1.300 presos e já recebeu diversos nomes famosos ao longo dos últimos anos. Entre eles estão o rapper Sean Combs, conhecido como P. Diddy, acusado de tráfico sexual, e Luigi Mangione, que aguarda julgamento pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson.
Também passaram pela unidade Ghislaine Maxwell, condenada por participação no esquema de exploração sexual de Jeffrey Epstein, e o cantor R. Kelly, sentenciado a 30 anos de prisão por crimes sexuais. Ambos foram posteriormente transferidos para outros presídios federais.

O brasileiro José Maria Marin também esteve detido no MDC antes de iniciar o cumprimento de pena por corrupção nos Estados Unidos. Outro nome de destaque é Sam Bankman-Fried, condenado por fraude e conspiração envolvendo as empresas FTX e Alameda Research.
A prisão ganhou fama negativa por uma série de episódios graves. Em 2024, o Departamento Federal de Prisões suspendeu temporariamente o envio de novos detentos após juízes se recusarem a encaminhar presos ao local, citando mortes evitáveis, má gestão e ambiente de ilegalidade. Um advogado chegou a classificar o MDC como “inferno na terra”.
Em 2019, um apagão de energia deixou presos por uma semana em celas sem aquecimento durante o inverno. Reportagens do The New York Times apontaram o caso como parte de um histórico de negligência, violência e condições desumanas. Segundo um ex-funcionário, o MDC é “uma das prisões mais problemáticas do sistema federal americano”.