Dino amplia acesso da PF às provas do caso “Dark Horse”; saiba os detalhes

Atualizado em 26 de agosto de 2026 às 10:06
Flávio Dino em sessão da Primeira Turma do STF
Flávio Dino em sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a acessar integralmente o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na investigação sobre a produtora do filme “Dark Horse”. A decisão dá aos investigadores federais acesso direto às provas originais do caso, ampliando a decisão anunciada na última terça-feira (25).

A PF poderá examinar os relatórios produzidos pela polícia paulista, documentos, dados brutos extraídos das mídias apreendidas e os registros de cadeia de custódia. Esses registros apontam como as provas foram recolhidas, armazenadas e analisadas durante a apuração.

Dino atendeu a um pedido da própria Polícia Federal. Com o material completo em mãos, os agentes poderão confrontar os elementos já analisados pela Polícia Civil com sua própria leitura dos arquivos e documentos.

Investigadores consideram como possibilidade futura a federalização das apurações ligadas ao financiamento de “Dark Horse”. Essa medida poderia concentrar frentes do caso no STF, sob relatoria de Dino, mas ainda não há decisão nesse sentido.

Mário Frias, Flávio Bolsonaro e Jim Caviezel nas gravações de “Dark Horse”. Foto: reprodução

PF e PGR podem provocar debate sobre federalização

A discussão sobre uma eventual federalização pode partir de um pedido da PF ou de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Por enquanto, a autorização de Dino se limita ao compartilhamento amplo das provas recolhidas em São Paulo.

O governador Tarcísio de Freitas defendeu publicamente o trabalho da Polícia Civil paulista e classificou como desrespeitosas as críticas de que a corporação teria “segurado” a investigação. A reação colocou a condução do inquérito no centro de uma disputa política.

O caso se soma a outras investigações acompanhadas pelos grupos políticos de olho na eleição de 2026. As apurações sobre “Dark Horse” e o Banco Master atingem o entorno político de Flávio Bolsonaro, enquanto o ministro André Mendonça conduz uma frente ligada ao filme.

Do outro lado, investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o caso envolvendo Lulinha também entram no cálculo eleitoral. A campanha de Lula comemorou a decisão de Dino e tem criticado, nos bastidores, o ritmo da investigação de “Dark Horse” sob relatoria de Mendonça.

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