
O ex-ministro José Dirceu defendeu nesta quinta-feira (5) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja candidato ao governo de São Paulo ou ao Senado em 2026. Na mesma declaração, ele afirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin deve permanecer na chapa do presidente Lula na tentativa de reeleição.
A manifestação ocorreu durante as comemorações do 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores, em Salvador. Ao falar com jornalistas, Dirceu afirmou que a manutenção da aliança entre Lula e Alckmin é central para o projeto político do partido.
“Eu defendo há muito tempo que ele [Haddad] seja o nosso candidato, já que o Geraldo Alckmin, no meu entendimento, deve continuar como vice-presidente. Porque isso foi um pacto político, isso foi uma espécie de um contrato que nós assinamos com a sociedade brasileira”, declarou o ex-ministro.
Segundo Dirceu, a composição entre Lula e Alckmin foi decisiva para a vitória eleitoral anterior e segue sendo estratégica. “A aliança entre o ambos criaria as condições para nós vencermos a eleição”, afirmou, ao reforçar a defesa da continuidade da chapa presidencial.
O ex-ministro também destacou a centralidade do ministro no projeto eleitoral do partido. “Uma chapa forte seria a Alckmin e a Haddad. Mas o Alckmin não podendo, acho que a presença do Haddad é mais do que necessária”, disse.

Além de opinar sobre o cenário nacional, Dirceu afirmou que pretende voltar à disputa eleitoral. Ele declarou que avalia se candidatar a deputado federal por São Paulo e disse acreditar que pode contribuir com sua experiência política.
“Há um apelo do presidente Lula para que eu passe à direção do PT e à Câmara. Eu acredito que eu posso contribuir com a minha experiência”, afirmou, citando sua trajetória como deputado, ministro e dirigente partidário.
A defesa pública do nome de Haddad ocorre em meio à pressão interna do PT para que o ministro aceite disputar as eleições de 2026. Integrantes do partido veem o chefe da Fazenda como o principal nome para enfrentar o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas.
Haddad, no entanto, tem resistido às investidas. Aliados afirmam que ele considera se afastar da vida pública após o atual mandato, embora reconheça que nenhuma decisão definitiva foi tomada sobre seu futuro político.
Para Lula, São Paulo é considerado estratégico por concentrar o maior colégio eleitoral do país. O presidente busca um palanque competitivo no estado para sustentar sua campanha de reeleição e evitar perda de apoio em um território decisivo na disputa presidencial.