Direção da Petrobras usa a Justiça para intimidar sindicalistas que são contra desmonte da empresa. Por André Lobão

Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras

Dirigentes sindicais e petroleiro, autores de ações de suspensão da venda de refinarias e da BR Distribuidora são alvo de pedido de indenização da direção da empresa.

Enquanto prossegue o processo de mediação conduzido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), mais uma vez a direção da Petrobrás lança mão de artifícios assediadores, e, via judicial, anuncia um processo contra dirigentes sindicais, exigindo reembolso financeiro por suposto prejuízo causado por conta das quatro ações populares com pedido de liminar de suspensão da venda das refinarias RLAM, RNEST, REPAR e REFAP.

Com isso, fica claro que a direção sob o comando de Roberto Castello Branco adota a tática do lawfare, uma “guerra” no emprego de manobras jurídico-legais contra as representações sindicais para que essas desistam de obstruir o processo de desmonte da empresa.

A direção da Petrobrás intimida e aciona os diretores do Sindipetro-RJ Eduardo Henrique, Igor Mendes e Natalia Russo, e o petroleiro Marcello Bernardo Reis.

Exige indenização de R$ 100 mil de cada um, em ação por supostos danos materiais e morais. Dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) também são alvos da direção da Petrobrás nesta ação.

O processo está nas mãos do juiz de direito Paulo Roberto Correa, que marcou audiência de conciliação para o dia 25 de novembro.

 

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