Diretor de teatro que se converteu ao bolsonarismo e ganhou boquinha no governo cometeu plágio

Roberto Alvim e o seu ídolo Bolsonaro

O diretor de teatro Roberto Alvim conseguiu uma boquinha no governo após uma matéria na Gazeta do Povo em que ele se vitimizava.

Tudo indica que estava tudo armado.

No dia seguinte, Alvim já postava uma foto do lado do presidente.

O cargo ainda não está definido, mas será na Secretaria Especial da Cultura, segundo o ministro da Cidadania Osmar Terra.

Desde os tempos em que ainda não tinha visto a luz de Olavo, Alvim sempre foi agraciado por todo tipo de incentivo governamental.

Recentemente, reclamou que o Sesc de São Paulo cancelou uma peça por retaliação a suas posições políticas, quando na verdade são cortes diretamente ligados às ameaças do presidente que Alvim ama.

Com sinais de delírio, Alvim atribui sua conversão ao bolsonarismo a uma visão religiosa depois de uma doença grave.

Então tá.

Um colega dele entrou em contato com o DCM com uma história interessante:

Roberto Alvim é um plagiador.

Descobri em 2007, quando ele fez a peça “Anátema”.

Ele era então amiguinho de todos os críticos e jornalistas e não deu em nada.

O início da peça tem longos trechos copiados do romance “Demian”, de Hermann Hesse. A maior parte é ipsis litteris (veja abaixo).

Não se trata de citação porque não há referência ao autor. Não há referência no texto, não havia referência no programa e nem no livreto.

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