
Dois meses após ter sido exonerada da presidência do Serviço Geológico do Brasil, a dirigente que comemorou nas redes sociais a prisão de Lula voltou à estatal. Vinculado ao Ministério de Minas e Energia, o órgão aprovou, em assembleia realizada no dia 19 de janeiro, a nomeação de Sabrina Góis para o cargo de diretora de Infraestrutura Geocientífica.
A indicação partiu da própria pasta e a decisão foi referendada pelo conselho de administração da estatal. A volta ocorre pouco tempo depois de Sabrina ter deixado o comando do SGB, em 12 de novembro, no mesmo dia em que veio a público a revelação de postagens nas quais ela celebrou a prisão de Lula, em 2018.
Sabrina publicou no Instagram a frase “Dia histórico! Lindo!!! Sonhado!!! (sic)” ao lado de uma imagem com os dizeres “Urgente! Lula está oficialmente preso!”. A postagem foi feita em 7 de abril de 2018. Prints do conteúdo viralizaram antes da exclusão.

Também circulou uma foto antiga de Sabrina ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A imagem também foi posteriormente apagada das redes sociais.
Sabrina havia assumido a presidência do SGB após a saída de Inácio Melo, afastado depois de denúncias de uso de recursos públicos para custear viagens de filhos. Ela é companheira de Carlos Henrique Sobral, ex-aliado de Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima, e atualmente ocupa cargo no Ministério do Turismo no governo Lula.
Em novembro, o SGB afirmou que as postagens ocorreram em “contexto político anterior ao atual” e “não refletem a conduta institucional” da dirigente. Em nota, a estatal disse que Sabrina é “técnica”, sem filiação partidária, e que sua escolha foi validada por instâncias internas e pela Casa Civil. O órgão também alegou que ela vinha sendo alvo de ataques por ser mulher e evangélica em posição de comando.