
Pré-candidato ao Senado por São Paulo, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) tem manifestado, nos bastidores, preocupação com o desenho da disputa de 2026 no estado. A aliados, ele aponta temor com a multiplicação de nomes da direita para as duas vagas que estarão em jogo.
De acordo com o Metrópoles, apesar de aparecer bem em pesquisas, Derrite avalia que o excesso de candidatos do mesmo campo pode fragmentar votos e abrir espaço para que a esquerda conquiste uma das cadeiras. O diagnóstico, segundo interlocutores, é de que a dispersão pode favorecer um adversário competitivo em um cenário polarizado.
No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende lançar ao menos um nome forte ao Senado por São Paulo. Entre as principais cotadas estão as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento).

Hoje, Derrite é tratado como nome de consenso entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve buscar a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência. Já a segunda vaga, segundo o acordo fechado por Tarcísio e Flávio em um café da manhã na sexta-feira (27/2), ficará com um integrante do PL indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dentro do PL, porém, há uma fila de possíveis pré-candidatos: os deputados Mário Frias, Gil Diniz e Roseana Valle (PL-SP) — esta com apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro —, além do vice-prefeito da capital, coronel da PM Ricardo de Mello Araújo. Fora do PL, outros partidos da direita também querem entrar na corrida, como o Novo, que já anunciou Ricardo Salles como pré-candidato ao Senado.