Duas pessoas foram esquartejadas na Terra Indígena Araribóia (MA)

Publicado na CPT Nacional

Na última semana, Firmino Praxede Guajajara e Raimundo Belnício Guajajara, foram mortos na Terra Indígena Cana Brava, próxima à Araribóia.

Nesta sexta-feira (13), dois corpos foram encontrados em Amarante (MA) nas imediações da TI Araribóia, do povo Guajajara. Um deles foi identificado, conforme informações do CIMI, como Dorivan Guajajara. Nas últimas semanas, outros três indígenas da mesma etnia foram mortos por invasores.

(Com informações do CIMI e do ISA)

A violência na Terra Indígena Araribóia fez mais duas vítimas nesta sexta-feira (13/12). Dois corpos foram encontrados hoje na cidade de Amarante do Maranhão, com sinais de esquartejamento, próxima à terra indígena. Dorivan Guajajara é uma das vítimas. Ainda não se sabe as circunstâncias do crime, mas aparentemente Dorivan e a outra pessoa foram assassinados a golpes de faca. “Tem que ter alguma Justiça para investigar isso. Precisamos de que se preocupem com o que está acontecendo conosco”, disse um dos irmãos de Dorivan, o indígena Luiz Carlos Guajajara.

Em novembro, Paulo Paulino Guajajara foi brutalmente assassinado a tiros por invasores dentro de seu próprio território enquanto caçava. Na última semana, Firmino Praxede Guajajara e Raimundo Belnício Guajajara, foram mortos na Terra Indígena Cana Brava, próxima à Araribóia.

As vítimas de hoje vêm se somar à morte de Paulo em um histórico de violência contra os povos indígenas que vivem nessa TI, os Guajajara, uma população de contato antigo com os não indígenas, e que lutam para preservar a floresta em seu território, e os Awá Guajá, povo indígena em isolamento voluntário, isto é, que rejeitam qualquer contato com não indígenas e mesmo outros indígenas.

Há décadas, os Guajajara enfrentam invasões de madeireiros e caçadores, que entram na floresta para se apropriar de seus recursos. Só que a situação tem se agravado cada vez mais.

As invasões se refletem em um cenário de violência e ameaças constantes. Desde 1992, foram aos menos 20 Guajajara mortos no território e em suas imediações, nas cidades de Arame, Amarante e Grajaú, segundo dados do Centro Indigenista Missionário (Cimi).

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