“É muito incomum ver tiros em mar aberto”, diz Rubio após Cuba atacar barco americano

Atualizado em 25 de fevereiro de 2026 às 21:38
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: reprodução

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou nesta quarta-feira que ainda não conhece os detalhes da incursão de uma lancha com matrícula da Flórida em águas territoriais de Cuba, onde, segundo o governo cubano, quatro pessoas morreram e seis ficaram feridas após um confronto armado. “[O secretário de Estado] Marco [Rubio] me informou há cerca de 15 minutos, mas não temos muitos detalhes. Deixarei que a Casa Branca forneça mais informações à medida que as recebermos”, declarou Vance à imprensa. Ele acrescentou que Washington está “monitorando” a situação e evitou fazer afirmações conclusivas.

Marco Rubio, por sua vez, negou que houvesse integrantes do governo americano a bordo da embarcação e afirmou que não comentaria eventuais conversas com líderes estrangeiros sobre o caso. “Não vou comentar nenhuma conversa que tenhamos tido sobre esse tema. O importante é que teremos nossa própria informação a respeito e vamos descobrir exatamente o que aconteceu”, disse. O secretário destacou que “é muito incomum ver tiroteios em mar aberto como esse” e afirmou que algo semelhante “não acontece todos os dias” nem era registrado com Cuba há muito tempo.

Vice-presidente dos EUA, J.D. Vance

O Ministério do Interior de Cuba informou que a lancha rápida, identificada com a matrícula FL7726SH, foi detectada pela manhã dentro das águas territoriais cubanas, a cerca de uma milha náutica ao nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara. Segundo o comunicado oficial, ao se aproximar uma unidade das Tropas Guardafronteiras para identificação, ocupantes da lancha abriram fogo contra os agentes cubanos, ferindo o comandante da embarcação local.

Ainda de acordo com Havana, houve troca de tiros e quatro dos ocupantes da lancha foram mortos, enquanto seis ficaram feridos e receberam atendimento médico. As autoridades cubanas afirmaram que investigações estão em andamento para esclarecer os fatos e reiteraram que a defesa das águas territoriais é um pilar da soberania nacional. Nos Estados Unidos, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de investigação própria para apurar o ocorrido.