“É vergonhoso”: Lula condena fuga de Flávio e lembra que entregou seu passaporte

Atualizado em 27 de outubro de 2026 às 20:06
Lula Geraldo Alckmin Lu Alckmin
O presidente Lula, junto do vice-presidente Geraldo Alckmin e a esposa Lu Alckmin. Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) classificou como “vergonhoso” o ato de Flávio Bolsonaro (PL) deixar o Brasil e cobrou o cumprimento da ordem de entrega dos passaportes à Polícia Federal. Nesta terça-feira (27), durante a comemoração de seus 81 anos em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília, o presidente também acusou o adversário derrotado de mentir e atacou a relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. É vergonhoso”, afirmou. Lula lembrou que entregou o próprio passaporte quando a medida lhe foi exigida e disse que Flávio Bolsonaro deveria ter feito o mesmo. Acrescentou que a Polícia Federal já suspeitava que o senador deixaria o país.

Ao retomar os confrontos da campanha, Lula disse que o adversário “não tem nenhum compromisso com a verdade”. Para o presidente, as mentiras em um debate desrespeitam principalmente quem acompanha o programa: “Ele não está desrespeitando a gente que está no debate. Ele está desrespeitando as pessoas que estão em casa”.

O presidente estendeu a crítica à família Bolsonaro. “Lamentadamente, a família Bolsonaro é isso”, declarou. Em seguida, afirmou que o Brasil é a “segunda pátria” do grupo e o acusou de lamber botas dos Estados Unidos.

A Polícia Federal havia apontado risco concreto de fuga de Flávio Bolsonaro ao pedir a apreensão do passaporte. O senador foi intimado na segunda-feira (26), após decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz; Flávio Bolsonaro nega irregularidades.

Nesta terça-feira, um aliado afirmou ao UOL que Flávio Bolsonaro havia chegado aos Estados Unidos. O governo Donald Trump confirmou que emitirá vistos para o senador e seus familiares. A informação não confirma a concessão de asilo político.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!